Um professor, seja lá de qual matéria, está presente em grande parte da vida de um aluno. As vezes por apenas um ano letivo, outras, durante todo o processo do Ensino Fundamental ou Médio. O professor assume um papel de tutor, e, por isso, não deve limitar-se apenas à materia a qual foi contratado para lecionar. Por mais que as situações se mostrem adversas, o Mestre deve dar o exemplo. Aquele que dá aulas sobre diferentes culturas de diferentes civilizações no espaço/tempo tem uma responsabilidade peculiar para com seus alunos. A exposição de costumes, políticas, direitos exteriores à realidade do estudante converge na assimilação do diferente, e é de boa competência do professor assegurar não só o aprendizado da matéria como também o respeito pelo ecleticismo da espécie humana. Pois se já é ultrapassada a concepção de que a história deve ser estudada para que os erros do passado não sejam cometidos no futuro, que se torne objetivo a diversidade de modos de vida do homem em sua existência. Enquanto o continente europeu sofre com o preconceito perante o crescimento da população muçulmana em seu território, e o Brasil luta cada vez mais ferrenhamente pelos direitos dos homossexuais, a disciplina da História torna-se importantíssima para a assimilação de valores alternativos ao conservadorismo adquirido pelas variadas formas de intolerância - sejam elas políticas, religiosas, sexuais, de que jeito for.
Outro ponto importante é o fator currículo. É claro hoje em dia que a História vista nas escolas, bem como nas universidades, é uma história dos ápices. A disciplina segue uma linha cronológica quase que inteiramente ocidental e altamente exclusora. Mas a crítica do currículo virá em uma outra postagem, gostaria apenas de levantar essa questão, pois se não cabe ao professor aplicar mudanças significativas, que tenha consciência de que a roda-viva da humanidade não se limita à espaço/tempo chaves para o entendimento do contemporâneo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário